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  • Mulheres Cannábicas

O cuidado na pandemia com Brenda Lima

Brenda Lima, 15 de maio de 2020.


Perguntamos pra Brenda, nossa colega que é técnica em enfermagem:


A nível pessoal e profissional, qual o significado de cuidado na sua vida?

E como você tem percebido esse significado durante a pandemia?

Como profissional, entendo o cuidado como uma ação advinda de um senso de respeito e atenção ao próximo, num objetivo comum de promover saúde.  

Como pessoa, encaro o cuidado como uma sensibilidade. 

   Durante essa pandemia o cuidado tem tomado um destaque especial, pois detalhes foram acrescentados a esse conceito. No nível profissional, uma serie de condutas estão sendo questionadas. Particularmente atuo em cenário critico(UTI), e por muito tempo venho percebendo que o atendimento humanizado, devagarzinho tem entrado em nosso setores fechados(ainda bem).  Porém nesse momento de pandemia, todo aquele cuidado que já tínhamos nesses setores específicos, tem sido cada vez mais rigorosos, devido a emergência e ao conhecimento ainda raso sobre este vírus. Entendo toda necessidade de tantas condutas, e ao mesmo tempo me pergunto como no meio disso tudo posso oferecer uma assistência com humanização? É lógico que é possível, só os caminhos que estão um pouco mais difíceis do que estamos acostumados. 


    No nível pessoal essa sensibilidade se aflorou ainda mais, como posso cuidar de longe, quando devo cuidar de perto? São perguntas desafiadoras. Meu senso de responsabilidade social, que ao meu ver já era grande, se tornou muito maior.  Um olhar mais delicado se faz necessário para pessoas do grupo de risco, e uma educação em saúde se faz obrigatório para todos, sem distinção, principalmente aqueles que estão rijos e pensam de alguma forma(egoísta) que estão isentos do perigo. 

Dentro dos hospitais que atuo tenho intensificado a atenção a processos de barreira(preventivos). Em casa  e na rua, também tenho repensado e alterado rotinas, aplicando cada vez mais praticas sanitaristas no meu dia a dia. 


É hora de fortalecer laços, é tempo de abrir os olhos e ouvidos. E como comecei, gostaria de terminar meu esse meu breve texto dizendo que: mesmo com tantas novidades, mesmo com toda essa energia que tem nos cansado corpo e mente, não nos esqueçamos da nossa humanidade. Estejamos atentos a nossa saúde mental, sempre lembrando do que somos, lembrando que somos sociedade, que vivemos em conjunto, que qualquer ação individual esta passível de resultados em escala coletiva. Que esse momento que estamos vivenciando realmente é angustiante, mas também é passageiro, e que podemos aprender muito com tudo isso. 

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Mulheres Cannábicas do Brasil – 2020 – site por emily bandeira