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  • Mulheres Cannábicas

Segunda Chamada de Artes

editorial por Emily Bandeira


FOGO NA BOMBA!


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"sementonhas" por @eva.green.420


Que felizes estamos de apresentar as obras maravilhosas dessa Segunda Chamada de Artes <3


Para quem não sabe, pedimos para mulheres de todo o Brasil enviarem artes. Sempre na tentativa de perceber e conhecer novas expressões e ver no que é que dá. Sempre nos surpreendemos! É uma delícia descobrir quais artes vão chegando para compor essa exposição :-)


A Arte nos traz novos sensos de compaixão. A arte pode capturar nosso corpo inteiro – atenção, olhos, sentimentos, pensamentos – e remexer tudo de cabo a rabo. Quem nunca, ao menos uma vez, se entregou a um filme, música, poema, fotografia, ilustração? Nossos corpos querem dançar, ler, pintar, experimentar, nossos corpos querem se conectar! Uns com os outros e também com a estética do mundo.


O que acontece quando a gente decide unir política com arte?


Expressar nossas opiniões políticas não precisa ser algo chato, sem graça, previsível e nem precisa seguir qualquer tipo de padrão. Podemos fazê-lo através da beleza, por exemplo, uma vez que entendemos que ela também pode ser nossa aliada e fonte de forças.


A arte é uma das expressões necessárias para se viver uma vida completa, para se coletar alegria. Se você é amante das artes ou artista, não importa. Provavelmente você irá precisar dela para navegar em algum momento. E gostaríamos de facilitar esse processo. <3


Queremos mulheres capazes de expressar o que é ser mulher, fazer uso de substâncias, viver no Brasil. Recebemos muitas artes críticas do mundo exterior mas também muitas artes sobre o mundo particular de cada uma, interno, pulsante. São visões complementares que quando colocadas juntas, só torna tudo mais rico.


Esse ano as artes estão especialmente espirituosas. Ter um corpo. Ser livre enquanto corpa. Rituais. Mistérios. É isso que vejo. 2020 tem sido um ano estranho e precisamos todas trabalhar uns trem sério que precisavam ser trabalhados há muito tempo. Passar tempo sozinhas foi um destes trabalhos. Ter tempo e dedicação para observar o mundo interior, avaliar o que está em ordem e o que está bagunçado.


Simultaneamente, esse ano também nos trouxe a oportunidade de olhar para o mundo de fora e refletir mais profundamente sobre o que djabos estamos fazendo enquanto comunidades. Como temos tratado o planeta? Como temos nos organizado? Como estamos tratando umas às outras? A resposta nem sempre é massa, mas é por isso mesmo que precisamos encará-las de frente e decidir como agir em seguida.


Nos movemos por novos momentos políticos (e críticos!), por toda a América Latina, por todo o mundo.

Nos movemos por novas eras digitais, fragmentadas entre nossas personas virtuais, nossos cérebros estão se transformando.

Nos movemos por um tempo de novas linguagens e novas comunicações, em que há tanta informação disponível que sequer compreendemos onde deveríamos direcionar nossa atenção.

Nos movemos por novas estruturas sociais (ou assim espero) onde mulheres, negras, indígenas e outras comunidades-coração são peças cruciais para construir nosso futuro de bem-viver.


Isso é um bocado. E é por isso que a gente precisa se expressar. Fernando Pessoa uma vez disse (e vocês me desculpem citar um poeta homem a essa altura do campeonato) que ele escrevia para "aliviar a febre do sentir". E eu me sinto assim. Escrever, desenhar, pintar, atuar, dançar, conversar, se juntar com amigas para organizar o novo: precisamos disso.


E é assim que agradecemos enormemente todas as moças que enviaram suas artes <3 Elas deixam nossos corações mais quentinhos e leves. Esperamos que assim também o sejam em outros corações.


Que não esqueçamos da leveza uma vez que o trabalho pesado venha em nossa direção. Que mantenhamos nossas cabeças erguidas e mãos em estado de criação. Que haja novas cores e formatos nas quadradices sem-graça que nos cercam. Que possamos nos unir para aprender. Dançar para celebras.


Aproveiteeeem!






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Mulheres Cannábicas do Brasil – 2020 – site por emily bandeira