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Sobre Cannabis e maternidade

Patricia @olhar.verde

18/4/2018


Com as velhas ideias difundidas, o consumo da cannabis na gestação era pouco comentado e por isso também estigmatizado. Agora, estudos vêm se ampliando, trazendo à tona debates que fomentam temas essenciais como esse.


Este é um relato pessoal da minha experiência com a cannabis na gestação, creio que o que vou dizer aqui possa não se fazer igual para outras mulheres, porém, acho importante compartilhar um pequeno trecho de como foi minha vivência.




Meu nome é Patrícia, tenho 32 anos e sou mãe de duas crianças lindas. Fiz uso da cannabis em ambas as gravidezes, principalmente por conta dos enjôos e mal estares que comumente acometem as mulheres na fase inicial da gestação. Na primeira gravidez eu fumava tabaco, até o dia em que descobri que estava grávida, não achei justo submeter aquela pequena vidinha que estava se formando dentro de mim ao meu consumo de substâncias tóxicas. Parei automaticamente com a cannabis também, porém, logo começaram os enjôos, a falta de apetite, as tonturas e outros sintomas. Pesquisando um pouco, conclui que um uso ponderado da cannabis poderia me ajudar com essas complicações. Dito e feito! Imediatamente comecei a comer e sentir cheiro de alimentos sem passar mal, e isso foi o melhor, eu conseguia consumir os alimentos sem colocá-los para fora alguns minutos depois de consumir. Com a cannabis eu consegui não só acalmar os sintomas incômodos de início de gestação como também aqueles que aparecem nas semanas finais, a insônia, os suores, o desconforto para dormir, as dores e principalmente o medo em relação ao processo do parto, que devido a minha tranquilidade correu muito bem, apesar das complicações por conta de a parede do meu útero ser muito fina.

A cannabis me auxiliou ainda nos primeiros meses de vida dos bebês, neste período em que estava amamentando recorria a cannabis para sentir apetite e me alimentar melhor e como meio de acalentar o cansaço e enfrentar com calma e doçura uma fase que em muitos momentos é difícil e exaustiva. Meus filhos nasceram saudáveis, sem qualquer alteração respiratória ou mental, com peso e tamanhos normais, são crianças ativas e inteligentes.

Mas a Cannabis como tudo na vida também teve seu contra nesse processo, por conta de uma lesão no útero tive que fazer uma cesárea às pressas, neste momento de dores pós-operatórias a cannabis não se mostrou eficiente como nas outras dores. Nas dores do pós-cirurgia a cannabis me deixava mais sensível, fazendo com que a dor se tornasse mais aguda, por conta disso eu preferia fazer uso dela nos momentos onde não estava sentindo dores pós-operatórias.

Enfim, a cannabis facilitou, de um modo geral, todo o meu processo gestacional, fazendo claro, um uso moderado e consciente.

Uma mãe mais tranquila estará fazendo bem para si e para o bebê. É importante que a gestante receba sempre acompanhamento de forma adequada e humanizada, e se obtenha informações de fontes adequadas sobre o uso de qualquer substância durante a gestação e lactância.

Se alguém tiver alguma dúvida sobre como foi esta minha vivência em particular, pode entrar em contato. Será um prazer dividir esta experiência com outras mamães e interessados no assunto.

A Patricia também tá lá no instagram como @olhar.verde <3

Segue a moça!

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Mulheres Cannábicas do Brasil – 2020 – site por emily bandeira